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Para quem não tem muito tempo disponível, é uma excelente solução.
Para quem não tem grana para ir à Amazônia atrás dos Tucunarés, é uma alternativa. Assim é Rio Paranazão na região de Presidente Epitácio, divisa de São Paulo com o Mato Grosso do Sul

Na semana passada fizemos mais uma rápida viagem até lá, onde se tem a sensação de estar noutro mundo, mais calorento, mais "devagar" e contemplativo do que o nosso "mundo moderno", cheio de razões para estresse. 

A viagem é tranqüila, com 12 horas de rodagem em confortável ônibus-leito. Some-se algumas paradas estratégicas e não passará de 15 horas "brutas" de estrada. 

A chegada coincide com o café-da-manhã, logo seguido do desembarque da tralha e das mochilas e da instalação nos alojamentos. Em menos de duas horas após o desembarque, já tem gente subindo no barco na porta da Pousada Paranazão para ser rebocado pelo trator até o novo leito do Paraná, com seus quase 17 km. de largura após a inundação da barragem da Represa Engenheiro Sérgio Motta (ou Porto Primavera), que fica a uns 75 km. abaixo dali. 

As dez Lanchas do grupo saem para vários pontos, a gosto dos experientes Piloteiros e em função do Vento Leste que assolava as madrugadas há vários dias. 

Nosso Piloteiro preferiu subir o curso do Rio, protegido pelo alto barranco paulista. Assim fomos batendo iscas artificiais em alguns pontos interessantes, sempre no rumo Norte. 

Na Lagoa do Arigó, a uns 15 minutos do porto, entramos com dois barcos, visitando várias estruturas do lado direito, sem maior resultado.

Decidimos completar o pequeno circuito daquele ambiente, lançando artificiais também na orla esquerda, onde o primeiro Tucuna deu sinal de vida na isca falsa (sem garatéias) do Piloteiro. Lançamos algumas vezes mais, sem sucesso. Passamos a usar o Lambari Vivo num anzol Wide Gap (aquele do Robalo), com uma bóia a menos de um metro de altura. Repentinamente, um belo Tucunaré passou próximo ao barco, à meia-água. Como eu estava equipado com óculos polarizados, percebi sua passagem e joguei o Lambari bem em cima dele. Bingo! Era um Azulão de 4,8 kg., um dos raros gigantes exóticos daquele alagado artificial. Lá tem muito Tucunaré, mas de bom porte como este, só vi um de 5,1 Kg., porém o Proprietário da Pousada diz que um japa (sempre eles) faturou um de 7 kg., há tempos.   

Naquela primeira manhã, outros barcos arriscaram um banho na volta e navegaram até o meio do rio, onde tem uma pauleira terrível, resquício dos capões de antigas Fazendas que soçobraram perante a inundação. Teve gente que não viu peixe algum, outros capturaram mais de 15 exemplares por dupla. Selecionados, ficaram na cota diária de 5 peixes por pescador. 

À tarde, surpresa geral: aquele vento malvado acalmou e a travessia foi tranqüila e praticamente todos foram conferir de perto a dureza de ser PIloteiro no meio de um paliteiro. Navegar ali é uma combinação de motor à explosão, motor elétrico e remo, cada qual tendo seu momento de glória. Só não vale espantar o peixe. 

 

À noite, histórias e algumas "estórias", próprias da nação pescadora. Depois da janta, um papo e o merecido descanso. 

No segundo dia, tudo igual: Vento Leste pela manhã, embora mais calmo, parada geral à tarde. Muitos peixes também naquele dia. Pescaria de Pintados à noite, para metade do grupo. Só que a isca de Tuvira atrasou muito em sua vinda da cidade, 50 km. ao norte. Apenas um Pintado foi trazido, devido ao atraso no horário da pesca.

No terceiro e último dia, o plano era pescar, almoçar e pescar novamente até as 17 hs., no máximo, para dar tempo de preparar a volta dentro do planejado. Vento mais calmo, tarde serena. Muito peixe, novamente. Teve gente que correu atrás da cota, enquanto que outros se deliciaram olhando cardumes enormes de Corvinas-da-Água-Doce (ou Corvina-do-Piauí), outros brincaram com Cachorras-Facão, outros simplesmente tiraram as garatéias das artificiais e imitaram os piloteiros, "levantando" os Tucunas das moitas e das pauleiras. Para estes, é um momento de extrema satisfação, no qual não importa o tamanho do bicho ou se ele vai fugir do embarque. Cheguei a capturar um Azulão de 2,6 kg. com linha monofilamento Platinum de apenas 0,25 mm. de bitola, no meio duma estrutura cheia de tocos. Tem também Apaiari (o famoso Oscar, peixe de aquário), Piau, Piranha (meio sumida, felizmente) e Traíra. É curtição total. 

Na folga, fomos visitar um Flutuante de Pescadores artesanais, que exibiram Pintados de até 29 kg., Cascudos de quase 10 kg. e muita Corvina de 6 Kg.

Tudo isto foi registrado por uma dúzia de câmaras e filmadoras, material que o Juliano transformou em um VCD para cada Pescador e colocou no site www.paiheroipescaesportiva.com.

O pessoal já está cobrando quando será a próxima.